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trecho: desonra

18/12/2013

“Para um homem de sua idade, cinquenta e dois, divorciado, ele tinha, em sua opinião, resolvido muito bem o problema de sexo. Nas tardes de quinta-feira, vai de carro até Green Point. Pontualmente às duas da tarde, toca a campainha da portaria do edifício Windsor Mansions, diz seu nome e entra. Soraya está esperando na porta do 113. Ele vai direto até o quarto, que cheira bem e tem luz suave, e tira a roupa, Soraya surge do banheiro, despe o roupão, escorrega para a cama ao lado dele. ‘Sentiu saudades de mim?’, ela pergunta. ‘Sinto saudades o tempo todo’, ele responde. Acaricia o seu corpo marrom cor de mel, sem marcas de sol, deita, beija-lhe os seios, fazem amor.”

Desonra – J.M. Coetzee (Companhia das Letras, 2013, 246 páginas)

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