Paris é uma festa – Ernest Hemingway

Paris, década de 20. Essa geração foi uma geração efervescente, prolífica, onde borbulhavam livros, quadros, canções, quase todos de uma qualidade tão gigantesca, que o tempo não os consumiu, que o tempo as perpetuou, nos fazendo ir sempre a elas, numa nostalgia que nos faz ter o desejo de poder voltar no tempo e ver tudo aquilo ser criado à frente de nossos olhos. Mas isso não acontece. Viagem no tempo é coisa de filme. Temos que saber viver o único tempo que nos é oferecido: o presente. Contudo, essa impossibilidade não nos impede de ficar contemplando esses bons momentos que queríamos (ao menos eu queria) ter vivido. Viver é impossível, mas saber como foi pelo olhar de quem viveu, não. E uma ótima oportunidade de ter essa experiência, mesmo que indiretamente e com certa restrição temporal, é através do livro do americano Ernest Hemingway no seu “Paris é uma festa”, livro que cobre sua estada em Paris no período de 1921 a 1926, fase em que resolve abandonar o jornalismo para se dedicar à Literatura, em que seus recursos são parcos, e que trava contato com literatos, pintores e artistas das mais diversas classes, tudo retratado em linhas curtas e sucintas. Continuar a ler

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